“Papa, Golf, Charlie, rádio 6, Juliet, Alpha, Mike“. São algumas das palavras que se ouvem ao entrar no complexo desportivo de Lamego.
Aqui, os aparelhos estão montados, o wi-fi está ligado e tudo está preparado para receber todos os que vão participar nesta atividade que liga escoteiros de todo o mundo pela rádio e pela Internet, mas com algumas atividades extra, como arco e flecha, construções, e uma sessão de karaoke.


Vera Batista é escoteira no Grupo 75 de Braga, e esta não é a primeira vez que participa nesta atividade. “Eu gosto muito de falar com os escoteiros de todo o mundo e aprender sobre a rádio.”
Contudo, comunicar através da rádio não foi a única atividade predileta da jovem, que confessa que gostou muito do “jogo de cidade”.
José Moreira, do Grupo 25 de Guimarães, está por detrás do microfone e explica por que considera que o JOTA/JOTI faz a diferença. “Tudo aquilo que abre horizontes aos nossos jovens é importante, e esta é uma atividade multifacetada. Neste momento, [os participantes] tiveram de assistir a um contacto por voz, mas nós temos contactos digitais, contactos em Morse – só o aprender uma nova linguagem como o Morse já é suficiente para alargar horizontes e treinar, capacitar as crianças e os jovens a aprender”.


Já na sala dos computadores, a Abelha, da Alcateia do Grupo 266, de Santo Antão do Tojal, escreve a outros escoteiros “para nos conhecermos melhor”. A lobita revela ainda, com entusiasmo, que é a primeira vez que experimenta falar com outras pessoas pelo computador e pela rádio, mas quanto à parte favorita do dia, não tem dúvidas: “o pequeno-almoço, porque eu adoro comer”.
Nesta edição do 68.º JOTA e do 29.º JOTI, a estação nacional da AEP teve base na Madeira, com antenas montadas e frequências ajustadas, e assim mensagens foram mandadas para o mundo inteiro.
