Escoteiros de todo o país fizeram parte dos mais de 42 mil voluntários que participaram nesta edição do Banco Alimentar Contra a Fome.
Durante o fim de semana de 29 e 30 de novembro, a ação angariou mais de 2150 toneladas de alimentos em 2000 superfícies comerciais de 21 regiões do país (Abrantes, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Madeira, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, São Miguel, Terceira, Viana do Castelo e Viseu).
Os alimentos serão distribuídos, a partir da próxima semana, a 2500 instituições de solidariedade social e serão entregues sob o formato de cabazes ou de refeições confeccionadas a cerca de 380 mil pessoas com carências alimentares comprovadas.
Até dia 7 de dezembro, ainda será possível alimentar esta causa por meio dos “Ajuda Vale”, vales disponíveis nas caixas dos supermercados, cada um dos quais inclui um código de barras para um dos seguintes produtos: atum, arroz, leite ou salsichas. Para quem quer ajudar, mas vive fora de Portugal, ou não conseguiu dirigir-se a um dos pontos de recolha durante o fim de semana, pode fazer uma doação pelo site www.alimentestaideia.pt.
Numa altura em que há mais de 2 milhões de pessoas em Portugal que estão em risco de pobreza ou exclusão – o que representa quase 20% da população no país, segundo os dados do INE -, ações como esta têm um papel fundamental na luta pela justiça social.
Apesar desta campanha do Banco Alimentar Contra a Fome ter angariado menos 2,8% do que a edição homóloga de 2024, a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, Isabel Jonet, deixa elogios a todos os que ajudaram. “Não podemos deixar de sublinhar o papel dos voluntários, pessoas de todas as idades, com convicções políticas e religiosas diversas que, participando, lado a lado, contribuem de forma fraterna e solidária para uma sociedade mais justa e coesa”, acrescentou em comunicado.
